quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fotos Lago Paranoá


http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/brasilia-submersa/

O repórter fotográfico Beto Barata, que atua pelo Grupo Estado, mergulhou nas águas do Lago Paranoá, em Brasília, e de lá produziu imagens bem pouco conhecidas, inclusive para a maioria dos brasilienses. Durante um ano o fotógrafo trouxe à tona vestígios da Vila Amaury – localidade inundada após a construção da Capital Federal, imagens dos animais que habitam as profundezas e das pessoas que utilizam as águas como forma de lazer. O trabalho que teve início em agosto de 2009 virou um livro e ganhou exposição no Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios. Leia matéria .


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um dos melhores clipes de todos os tempos:

Se eu tivesse visto antes de apresentar o meu mapa, com certeza estaria lá.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

e com o direito à palavra, Nuno Ramos. http://caracterescomespaco.wordpress.com/2010/10/17/leia-por-favor/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tony Oursler no Adobe Museum

http://www.adobemuseum.com/index.php#/atrium/valley

O desejo do contemporâneo (Antonio Cicero)

O desejo do contemporâneo (Antonio Cicero)
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As pessoas que só desejam estar "up to date" acabam por jamais ler os clássicos
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O FILÓSOFO Gilles Deleuze diz que "uma boa maneira de ler, hoje em dia, seria tratar um livro assim como se escuta um disco, assim como se vê um filme ou um programa de televisão, assim como se acolhe uma canção: qualquer tratamento do livro que exija para ele um respeito, uma atenção especial, corresponde a outra época e condena definitivamente o livro".
Por mim, cada qual que leia o que quiser da maneira que lhe aprouver. Contudo, quando leio, por exemplo, as bobagens ou trivialidades que são cotidianamente escritas sobre Nietzsche por alguns dos seus fãs, tenho a impressão de que hoje praticamente todo o mundo já adotou a maneira de ler recomendada pelo autor de "Diferença e Repetição". E então tendo a achar que Heidegger é que estava certo, quando recomendava aos seus alunos que adiassem a leitura de Nietzsche para depois que estudassem Aristóteles durante uns dez ou 15 anos.
Deleuze jamais concordaria com isso, pois considerava repressiva a história da filosofia. Segundo ele, as pessoas não se sentem no direito de pensar antes de terem lido Platão, Descartes, Kant e Heidegger. Talvez. Mas eu diria antes que quem não quer pensar sempre acha uma desculpa para tal. Se, na França, é a história da filosofia, no Brasil é a filosofia contemporânea que tem esse papel. Tradicionalmente o brasileiro, tendendo a considerar-se atrasado em relação ao que se discute no Primeiro Mundo, não se dá o direito a pensar antes de estar a par do "dernier cri" europeu ou norte-americano. Ora, mal se conhece o "dernier cri" e ele já deixou de o ser, de modo que, correndo-se atrás do próximo, deixa-se para pensar por conta própria mais tarde.
Além disso, quem só deseja estar "up to date" acaba por jamais ler os clássicos. A leitura dos contemporâneos toma-lhe todo o tempo.
Quem idolatra o contemporâneo faz pouco caso do passado. Tal pessoa espera que os autores da moda lhe indiquem quais dos autores do passado ainda devem ser respeitados (por exemplo, Spinoza e Nietzsche) e quais devem ser desprezados (por exemplo, Descartes e Hegel).
E, no mais das vezes, como aquilo que os contemporâneos escrevem sobre os autores que recomendam é considerado justamente o supra-sumo destes, torna-se supérflua a leitura dos originais.
Pensemos no significado desse desejo de ser contemporâneo. "Contemporâneo" quer dizer "do mesmo tempo" ou "do mesmo tempo que". Quando dizemos, por exemplo, "Mário e Oswald foram contemporâneos", queremos dizer: "Mário e Oswald foram do mesmo tempo"; e quando dizemos "Leonardo foi contemporâneo de Michelangelo", queremos dizer: "Leonardo foi do mesmo tempo que Michelangelo".
Quando, por outro lado, digo que uma coisa ou pessoa é contemporânea, sem explicitar de quê ou de quem, fica sempre implícito que essa coisa ou pessoa é contemporânea de mim, que estou a dizê-lo. Se digo, por exemplo, "Giorgio Agamben é um filósofo contemporâneo", quero dizer que ele é meu contemporâneo: o que poderia ser dito pelas palavras "Giorgio Agamben é um filósofo do mesmo tempo que eu". Ou seja, o que quer que seja contemporâneo, sem mais, é contemporâneo de mim (seja quem eu for). É claro que, como a contemporaneidade consiste em uma relação comutativa, não posso deixar de, reflexivamente, me reconhecer contemporâneo das coisas ou pessoas que me são contemporâneas.
Isso significa que não tem sentido que eu -seja quem eu for- me diga contemporâneo, sem mais. "Eu sou contemporâneo" significa apenas: "Eu sou do mesmo tempo que eu". Assim também, não tem sentido desejar ser contemporâneo, sem mais, pois "desejo ser contemporâneo" significa apenas: "Desejo ser do mesmo tempo que eu". Finalmente, não tem sentido desejar ser contemporâneo de alguma coisa ou pessoa contemporânea, uma vez que as coisas ou pessoas só são contemporâneas, sem mais, exatamente na medida em que são contemporâneas de mim e, nessa mesma medida, eu já sou contemporâneo delas.
Assim, o desejo do contemporâneo não passa de sintoma de um agudo provincianismo temporal. Quando se manifesta no campo da filosofia, talvez o melhor antídoto para ele seja exatamente a leitura cuidadosa dos clássicos.
E, de volta a Deleuze, devo dizer que, no lugar de tratar um livro como normalmente se escuta uma canção, acho mais proveitoso, de vez em quando, escutar algumas canções com o respeito e a atenção especial que o bom leitor jamais deixará de dedicar aos bons livros.

Antonio Cicero

Fonte: Folha de São Paulo, 30/05/2009

Sidi Larbi Chekaoui & Antony Gormley - Sutra

http://www.youtube.com/watch?v=BRdB0Efc4ys&feature=player_embedded

terça-feira, 5 de outubro de 2010

II Salão dos Artistas Sem Galeria


Foto: Christina Meirelles. Da Série Litoral

O site Mapa das Artes recebe inscrições, até o dia 12 de novembro, para a 2ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria, projeto idealizado pelo jornalista Celso Fioravante, que visa exibir e divulgar a produção de artistas brasileiros, maiores de 16 anos, que não tenham contratos formais ou sejam representados por nenhuma galeria de arte em São Paulo.

O I Salão dos Artistas Sem Galeria recebeu 258 inscrições, das quais o júri de seleção, formado por Cauê Alves, Monica Filgueiras e Daniel Roesler, escolheram 10 participantes. Inaugurada este ano, nos dias 12 e 13 de março, na Casa da Xiclet e no Espaço Matilha Cultural, em São Paulo, a mostra reuniu trabalhos dos artistas: Affonso P. V. Abrahão (SP), Amanda Mei (SP), Bartolomeu Gelpi (SP), Bettina Vaz Guimarães (SP), Christina Meirelles (SP), João Maciel (MG), Luiz Martins (SP), Rodrigo Mogiz (MG), Pedro Von Wirz (brasileiro radicado na Alemanha) e Sandra Lopes (SP). A Patricia Costa Galeria de Arte, no Rio de Janeiro, recebeu e hospedou a mostra entre maio e junho.

A Comissão de Seleção e Premiação do II Salão dos Artistas Sem Galeria será formada também por 3 integrantes (galeristas, curadores, artistas, críticos, jornalistas ou formadores de opinião), que selecionarão 10 artistas para participarem da mostra coletiva em São Paulo, de 28 de janeiro a 13 de março de 2011, podendo a exposição ser itinerada em seguida para no Rio de Janeiro. A montagem e a desmontagem da mesma ficará a cargo da organização do evento, bem como toda a sua divulgação.

Dos 10 escolhidos, três serão premiados, com valores que variam de acordo com o número de inscrições que o Salão receber: R$ 1.000 (caso o Salão receba mais de 150 e até 200 inscrições), ou R$ 1.500 (de 200 a 300 inscrições), ou R$ 2.000 (mais de 300 inscrições). Todos os artistas receberão R$ 600 para restituição do valor pago no ato da inscrição, pró-labore e auxílio no custeio do envio e do retorno de duas obras para a mostra coletiva.

As obras exibidas serão devolvidas ao artista em até 60 dias após o encerramento da exposição, devendo estar disponíveis para comercialização, de forma que, caso aconteça, 50% de seu valor será destinado ao artista e 50%, à galeria que abrigar a mostra.

Os interessados devem enviar seu material de inscrição pelos Correios, por serviços de entrega expressa (SEDEX), para o seguinte endereço:

Mapa das Artes
2° Salão dos Artistas Sem Galeria
Praça da República 76 conj. 808
Centro – São Paulo – SP
CEP 01045-000

Para a inscrição, os interessados devem encaminhar algumas informações e documentos em um único envelope lacrado:

.Ficha de inscrição preenchida e assinada;
.Cópia da Carteira de Identidade;
.Currículo do artista, em até 2 páginas, em formato A4;
.Portfólio com documentação fotográfica da obra do artista, apresentando no máximo 10 imagens em tamanho máximo A4. Não devem ser entregues obras originais no ato da inscrição.
.Cópia de comprovante bancário de depósito de R$ 100 na conta corrente da Rex Textos (dados no edital). Caso o artista deseje ter seu portfólio de volta, o depósito deverá ser de R$ 110.
.Dados bancários pessoais.

No dia 03 de dezembro serão divulgados os selecionados para participarem do II Salão dos Artistas Sem Galeria. A revelação dos artistas premiados será feita no dia da abertura da exposição, em 03 de fevereiro de 2011.

Consulte o edital aqui. Outras informações pelo e-mail mapadasartes@uol.com.br

Kiki Smith

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bem vindos!

Olá a todos! Bem vindos ao blog da disciplina de Ateliê 1 do 2o semestre de 2010!

Lembrando que para a próxima aula, dia 8 de outubro, teremos apresentação dos mapas dos seguintes alunos:

Maíra
Roselena
Fernanda
Sara

Até lá!